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Como inovar de maneira relevante diante da crise

No mercado atual, inovar a todo momento se tornou algo indispensável para uma empresa sobreviver. Mas em períodos de crise, como o que estamos vivendo, a qualidade da inovação cai. Segundo o diretor de mídia e inovação da Dunnhumby, Sérgio Messias, em artigo publicado no site Meio&Mensagem, isso ocorre porque o foco das empresas passa a estar no aumento de eficiência, que promove resultados de curto prazo e traz apenas pequenas inovações sobre o que já existe, em vez de mudar as regras do jogo.

Por isso, é preciso analisar se o tipo de inovação que sua empresa tem buscado é aquela que gera transformações, cria novos mercados, traz vantagens competitivas e adiciona valor, ou aquela inovação marginal, que exige pouco esforço e, consequentemente, traz pouco resultado.

Messias traz como exemplo as três maneiras de inovação citadas por Clayton Christensen, professor de Harvard e uma das maiores autoridades mundiais sobre o assunto. Cada uma delas tem papéis e consequências diferentes:

1- Inovação de eficiência: busca aumentar a eficiência operacional das empresas, por meio do corte de custos e do aumento do caixa. São inovações que trazem retorno rápido (três meses a dois anos), não oferecem muito risco e já são conhecidas pelo mercado.

2- Inovação sustentada: visa a aperfeiçoar os produtos para, pelo menos, manter as margens e a competitividade das empresas. São recursos utilizados para que as empresas possam manter seu padrão de vendas. O risco é baixo, assim como os resultados obtidos.

3- Inovação disruptiva: transforma produtos, empresas e indústrias. Ela promove o crescimento do emprego, cria novos mercados, gera novas ondas de consumo e tem um efeito multiplicador em toda a sociedade, mudando comportamentos.

Inovações marginais parecem ser mais seguras, mas trazem resultados fracos. Empresas que inovam de forma disruptiva mostram que entendem seus clientes e oferecem soluções para suas necessidades, criando novos mercados. 

Porém, para inovar com qualidade não basta apenas conhecer o cliente e atender suas demandas. As marcas que possuem uma personalidade definida conseguem inovar melhor justamente porque estão mais alinhadas aos clientes que irão atender. E, por isso, conseguem perceber comportamentos imperceptíveis para muitos, que abrirão novos mercados para empresas disruptivas.

Inovação: uma espiada no futuro

O jornalista Marcos Piangers é considerado uma referência quando o assunto é inovação. Palestrando sobre tecnologia, além de falar também sobre criatividade e paternidade, ele aborda questões sobre o futuro e as tendências com muito bom humor.

A equipe da Orin participou da palestra Inovação: uma espiada no futuro na 19º edição do roadshow Encontro Locaweb, em Porto Alegre. Na ocasião, o destaque da conversa foi sobre como um mundo conectado está mudando empresas, marcas, profissões e pessoas. 

É perceptível que empresas modernas influenciam diretamente na maneira como vivemos. Para exemplificar, Piangers comentou como a Netflix interviu no comportamento do mercado publicitário. “Minha filha Aurora odeia comercial. É uma inspiração para eu entender que a publicidade não pode ser mais interruptiva. Ninguém mais aceita propaganda grande. A Aurora virou todos nós e a gente virou a Aurora. Nós não aguentamos cinco segundos de propaganda que aparecem nos vídeos do Youtube. Com ela eu aprendo que não podemos mais encarar a publicidade ou comunicação de marca como a dez anos atrás. É completamente diferente”, explica.

Para finalizar, o jornalista comentou sobre o bloqueio que a maioria das pessoas costuma criar como defesa para não enxergar o futuro, pois a tendência é se acostumar com o cenário atual. Porém, essa situação de conforto é considerada de alto risco no mercado. Para inovar na crise, devemos encontrar maneiras diferentes de oferecer as melhores soluções.

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